communicare

BLOG DA DISCIPLINA DE COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL DO 4º ANO DO CURSO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO DA ESE DA UNIVERSIDADE DO ALGARVE

sexta-feira, dezembro 23, 2005

Hibernação

É bom verificar que este blog não está morto. Talvez em hibernação...
o prof

Missangas

"A missanga, todas a vêm.
Ninguém nota o fio que,
em colar vistoso, vai compondo as missangas.
Também assim é a voz do poeta:
um fio de silêncio costurando o tempo"

Couto, Mia (2004). O Fio das Missangas, Contos

Marisela

terça-feira, novembro 01, 2005

Dá que pensar...


Recebi este livro e quando li o texto que tinha na contra-capa fiquei durante alguns minutos a pensar em tão sábias palavras, muitas vezes queixamos que não percebemos o que nos dizem, mas na realidade não queremos é olhar além. Em seguida transcrevo o texto:

"Um mestre sufi contava sempre uma parábola no final de cada aula, mas os alunos nem sempre entendiam o seu sentido…

- Mestre - perguntou um deles, certo dia -, tu conta-nos contos mas nunca nos explicas o que significam…
- As minhas desculpas - disse o mestre. - Como compensação, deixa-me que te ofereça um belo pêssego.
-Obrigada mestre - disse o discípulo, comovido.
-Mais ainda: como prova do meu afecto, queria descascar-te o pêssego. Permites que o faça?
-Sim muito obrigada - disse o discípulo.
-E já que tenho a faca na mão, gostarias que eu cortasse o pêssego em pedaços, para que te seja mais fácil comê-lo?
-Sim, mas não quero abusar da tua generosidade, mestre…
-Não é um abuso; sou eu que me estou a oferecer. Quero apenas agradar-te. Permite-me que mastigue o pêssego antes de to oferecer…
-Não mestre! Não gostaria que fizesse isso! - queixou-se o discípulo, surpreendido.
O mestre fez uma pausa e disse:
Se vos explicasse o sentido de cada conto, seria como dar-vos a comer fruta mastigada."


in Contos para pensar", Jorge Bucay

Espero que tenham gostado, como eu gostei:)
Marisela Ribeiro

quarta-feira, setembro 21, 2005

Mais uma fornada...

E pronto! Aí está mais uma fornada de alunos. Esperemos que também de postas...
o prof

quinta-feira, fevereiro 17, 2005

03 - Lamuria!

Quem não vive poesia que saboreia realidade, e muitas verdades que cheiram hipocrisia! Quem?
- Mas o importante é olhar para trás de olhos em frente.
Bezta-B

quarta-feira, fevereiro 16, 2005

02 - Lamuria!

Será racismo ou baixismo? Será intolerância ou ignorância? Será desconfiança ou egoísmo? Será tudo isso, jactância ou heroísmo?
Quem me dera saber se, se trata de repugnância por puro prazer… Ou desconfiança pelos males mitos e bens não ditos; de Faro à Bragança(...).

Essas não são questões... São canhões... Oh que bocas?! Onde vais meu? É melhor parar por aqui... Ok, ok; então: «Aqui Jaz». Queria desabrafar, mas lemvrei-me que não somos nem confi nem dentes!!! Bezta-B

terça-feira, fevereiro 15, 2005

01 - Lamuria!

Choro cada instante
Amor meu
nobre distante.

Choro incessante
Minha dor
Pobre secante.

Choro meu querer
Que ninguém quer.
Choro sem esquecer:

Quanto bem
Tenho para dar
E ninguém para tomar.

Tanto tem
Destino meu par,
Que nem dá para acreditar...
Bezta-B

segunda-feira, fevereiro 14, 2005

Comunicação Interpessoal e Saramago

É possível saber mais sobre comunicação humana e (mais especificamente) sobre comunicação interpessoal, ao ler Saramago.
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Senão vejam:
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«Começarei por lhe perguntar se sabe quantas são as pessoas que existem num casamento, Duas, o homem e a mulher, Não senhor, no casamento existem três pessoas, há a mulher, há o homem, e há o que eu chamo a terceira pessoa, a mais importante, a pessoa que é constituída pelo homem e pela mulher juntos, Nunca tinha pensado nisso, Se um dos dois comete adultério, por exemplo, o mais ofendido, o que recebe o golpe mais fundo, por muito incrível que isto lhe pareça, não é o outro, mas esse outro outro que é o casal, não é o um mas o dois».
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«O mais comum no casamento é ver-se o homem ou a mulher, ou ambos, cada um por seu lado, a querer destruir esse terceiro que eles são, esse que resiste, esse que quer sobreviver seja como for».
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Saramago, José - Todos os Nomes - Lisboa: Editorial Caminho, 7ª Edição, 1998, pp. 63-64.
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J. Mendonça

O prof errou!

Por lapso, apurei as classificações de frequência com base numa ponderação de 40/60% em vez da simples média aritmética, como constava do programa. Apresento o meu pedido de desculpas e peço que consultem a 2ª versão já disponível aqui.
o prof

sábado, fevereiro 12, 2005

Finalmente!

Finalmente terminei de ler os testes. Assim, os resultados das apresentações, testes e de frequência podem ser consultadas aqui.
Mais para a próxima semana provavelmente escreverei uma posta de análise aos resultados do teste.
o prof

sexta-feira, fevereiro 11, 2005

Testamentos...

Estou quase a acabar de ler os vossos testamentos...
Amanhã provavelmente já haverá novidades.
o prof

quarta-feira, fevereiro 09, 2005

Racionalidade e Humanidade

Quando a nossa racionalidade e a nossa humanidade operam em estreita colaboração podem daí advir momentos, situações ou criações sublimes. Esta asserção pode ser justificada com exemplos retirados dos mais variados campos da arte. Mas em actividades ligadas à educação ou à ciência também pode ocorrer de forma mais flagrante essa interessante associação entre racionalidade e humanidade.
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A história que se segue, transcrita de uma tira do jornal Fórum Estudante que guardo há alguns anos (como guardo a só a tira, não a posso referenciar correctamente) demonstra isso mesmo:
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«Um professor do Departamento de Física de uma Universidade Portuguesa, conhecido por fazer perguntas como "Porque é que os aviões voam?", colocou na prova final de Maio de 1997 da turma de "Transmissão de Momento, Massa e Calor II" uma única questão:
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"O Inferno é exotérmico ou endotérmico? Justifique a sua resposta." (ou seja, se o Inferno é um sistema que liberta calor ou que recebe calor.)
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Vários alunos justificaram as suas opiniões baseados na Lei de Boyle ou em alguma variante da mesma; porém, um dos alunos escreveu o seguinte:
"Primeiramente postulamos que se as almas existem, então elas devem ter alguma massa. Se tiverem, então uma mol de almas também tem massa. Então, em que percentagem é que as almas estão a entrar e a sair do Inferno? Eu acho que podemos assumir seguramente que uma vez que uma alma entra no Inferno, nunca mais sai. Por isso, não há almas a sair. Para as almas que entram no Inferno, importa considerar as diferentes religiões que existem no mundo hoje em dia. Algumas dessas religiões pregam que os não crentes vão para o Inferno. Como há mais de uma religião desse tipo e as pessoas não possuem duas religiões, podemos projectar que todas as pessoas e almas vão para o Inferno. Considerando a evolução actual das taxas de natalidade e mortalidade, podemos esperar um crescimento exponencial das almas no Inferno.
Agora importa atentar sobre a taxa de mudança de volume no inferno. A Lei de Boyle diz que para a temperatura e a pressão no inferno serem constantes, a relação entre a massa das almas e o volume do Inferno também deve ser constante. Existem então duas opções: 1) se o Inferno se expandir numa taxa menor do que a taxa com que as almas entram, então a temperatura vai aumentar até ele explodir; 2) se o Inferno se expandir numa taxa menor do que a taxa com que as almas entram, então a temperatura e a pressão irão baixar até ao congelamento do Inferno. Qual das duas opções é a correcta? Se nós aceitarmos o que aluna Teresa Maria me disse no primeiro ano: "haverá uma noite fria no Inferno antes de eu me interessar por ti" e levando em conta que apesar de gostar muito dela ainda não obtive sucesso na tentativa de cativar a sua atenção, então a opção 2 não é verdadeira. Por isso, o Inferno é exotérmico".
O aluno António José tirou o único "20" na turma.»
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Na prova final de "Transmissão de Momento, Massa e Calor II", é interessante a forma como o aluno António José recupera um momento de comunicação interpessoal para o aliar ao seu pensamento racional - Fisher e Adams* teriam certamente interesse em ler a resposta: primeiro, porque o caso demonstra claramente como um episódio comunicativo pode exercer uma influência mais ou menos pronunciada noutro episódio comunicativo, decorrente até noutro contexto (tal como se verifica na situação supra-apresentada); segundo, porque a ligeireza desta análise do comportamento sistémico do Inferno (em Física!!!) está próxima do estilo descontraído com que se desenvolve o raciocínio em determinadas partes da obra Interpersonal Communication* - a mim, parece-me que esta obra se assume também como um bom exemplo de conjugação de racionalidade e humanidade.
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Se já são desarmantes as análises à variação da massa e à taxa de mudança de volume do Inferno, a magia resulta sobretudo da conclusão final, em que o aluno António José procura suporte na frase marcante da aluna Teresa Maria: "haverá uma noite fria no Inferno antes de eu me interessar por ti".
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*Fisher, Aubrey & Adams Katherine - Interpersonal Communication: Pragmatics of Human Relationships - New York: McGraw-Hill, 1994.
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Espero que apreciem a história tal como eu apreciei.
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J. Mendonça

Salut a tous!

Sabiam que há sempre quem nasce na lama e por pouco não nasce sapo, mas que envaidece em papo e brilha sem chama: quando palavras em trapo...
Fintam a inocência, enganam a inteligência, ignoram a insuficiência: furtando a evidência, empobrecendo a essência; intitulando-se de excelência. Eu só queria apostar mais um teztitu! Mas acabei escrevendo algo para mim! Salut a tous!
Bezta-B

quinta-feira, fevereiro 03, 2005

Sou eu

Oi, esqueci-me de assinar a minha posta... Se quiserem reclamar é comigo:

Dora Agapito

Diários

Olá, enviaram-me este email e pensei logo na disciplina de Comunicação Interpessoal. Se calhar alguns de vocês também já o receberam, mas de qualquer maneira, aqui fica. Peço só que me desculpem se a linguagem ferir a susceptibilidade dos mais inocentes...

DIÁRIO DELA

No Sábado a noite ele estava estranho. Combinamos encontrarmo-nos no bar para tomar um copo.
Passei a tarde toda nas compras com as minhas amigas e pensei que pudesse ser por minha culpa, porque me atrasei um bocadinho, mas ele não fez grandes comentarios. A conversa não estava muito animada, de maneira que pensei em irmos a um lugar mais íntimo para podermos conversar mais em privado. Fomos a um restaurante e ele AINDA a agir de modo estranho. Tentei anima-lo e comecei a pensar se seria por minha causa ou outra coisa qualquer.

Perguntei- lhe, e ele disse que nao era eu. Mas não fiquei muito convencida. No caminho para casa, no carro, disse-lhe que o amava muito e ele limitou-se a pôr-me braço por cima dos ombros. Não sei que raio quis dizer com isso, porque nao disse que me amava tambem, nem nada, e estava a ficar mesmo preocupada.
Finalmente chegamos a casa e eu ja estava a pensar se ele me iria deixar! Por isso tentei faze-lo falar, mas ele ligou a televisão, e sentou-se com um olhar distante que parecia estar a dizer-me que estava tudo acabado
entre nos.

Por fim, embora relutante, disse-lhe que me ía deitar. 10 minutos depois foi- se deitar ao meu lado, e para minha surpresa, correspondeu aos meus avancos e fizemos amor. Mas ainda parecia muito distraido, e depois quis confronta-lo e falar sobre isso, mas comecei a chorar e chorei ate adormecer. Já no sei o que fazer. Tenho quase a certeza que ele tem alguem e que a minha vida e um autentico desastre!


O DIÁRIO DELE

O Sporting perdeu. Mas ao menos ainda dei uma queca.

quinta-feira, janeiro 27, 2005

adiamento do exame

O Exame de Comunicação Interpessoal foi adiado para o dia 18 de Fevereiro, às 10:00h. na sala 1.21.
o prof

segunda-feira, janeiro 24, 2005

Que Glória falar de amor?

Que Glória falar de amor? Modi? Da'm tempo!
Falar de amor é perder tempo! Podia dizer que foi um dos tantos celebres que damos ouvido que disse; para fazer acreditar. Mas não! Assumo que li nas nuvens mas que não estou delirado. Amor é fogo! E convido-vos a não meter braza na boca!!! Abituamos à antiga ideia de que amor é «fogo que arde sem se ver». Mas acho que esquecemos que naquela altura fazia mas frio e haviam poucos oculos... Não queria perder tempo, mas deu-me para postar isto.
Bezta-B

sábado, janeiro 22, 2005

Olá, agora nestes dias que se seguem gostaria de desejar a todos uns belos dias de descanso (pelo menos, alguns) e para aqueles que vão ter exames (espero que nenhum) aproveitem um pouco estes dias de sol que temos tido para ordenar um pouco as ideias na cabeça.

Apesar de não ser nenhuma adepta de "comunicar" através da Internet, porque de facto não gosto nada, decidi finalmente postar no blog. Só para vos dar um exemplo, recuso-me a falar com quer que seja no MIRC; acho muito esquisito estar a "falar" com alguém e não poder vê-la ou ouvi-la ou mesmo ver a sua própria letra, como é o caso da carta. Se calhar sou daquelas pessoas que dão muita importância à comunicação não verbal. Ou se calhar trata-se apenas do facto de a minha relação com a tecnologia não ser lá muito saudável.

Já agora, como este assunto foi abordado na apresentação do trabalho do grupo da Susana, do Miguel, da Carina e da Elisabete, se calhar têm algo a dizer.

Tchau.

Dora Agapito





segunda-feira, janeiro 17, 2005

"Interpessoalidades Comunicacionais"

Engraçado que não foi há muito tempo que conversei com uma colega acerca desta questão: tudo o que aprendemos na Universidade (ou quase tudo) já o sabíamos. Apenas nos são facultados novos nomes, novos conceitos e novas perspectivas de autores que nunca antes ouvíramos falar. A Universidade ajuda-nos, essencialmente a ganhar um espírito crítico e, dependendo do professor, da natureza da disciplina e do nosso desenvolvimento pessoal e intelectual, assim será a nossa sensibilidade para o percebermos melhor ou pior.
Hoje, segunda-feira, ainda não me debrucei sobre o estudo do teste de quarta-feira. Não gosto de estudar, mas de compreender.
Na disciplina que deu origem a este blog, parece-me mais importante que percebamos a forma como a dança da comunicação acontece e as suas consequências nos bailes futuros.
Todos nós sabemos o que somos neste processo comunicativo - muito mais interpessoais do que individuais. Se nos soubermos "descolar" das nossas características intrínsecas, será mais fácil percebermos a importância do outro. E por adiante. Isto é mais simples do que parece. Sem medos, para o teste de quarta-feira.
E eu já o sabia, antes de chegar à Universidade. E antes de chegar ao 4º ano, à disciplina de Comunicação Interpessoal. Que também se poderia chamar Interpessoalidades Comunicacionais.
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S. Susana

domingo, janeiro 16, 2005

Pensamento II

A posta da Filipa coloca um problema real e muito interessante.
Digo interessante no sentido em que é um problema merecedor de interesse e de reflexão e para além disso extremamente relevante para a compreensão daquilo que essencialmente está em jogo nesta diciplina de Comunicação Interpessoal.
Por isso, proponho, a quem interessar, esta questão como matéria de reflexão aqui no blog.
Ficaria muito contente se algumas pessoas pegassem nesta questão e postassem o produto das suas reflexões, ou coisas interessantes que tenham lido relacionadas com ela.
Acreditem que essa será uma boa maneira de estudar para esta disciplina.
Eu naturalmente tenho algo a dizer sobre esta matéria, mas gostaria de, antes disso, ler as vossas contribuições.
o prof

Frequência II

Respondendo à posta anterior da Filipa parece-me conveniente esclarecer que serão objecto de avaliação no teste todos os conteúdos programáticos efectivamente abordados nas aulas teóricas, o que, salvo erro, corresponde aos conteúdos programáticos previstos, excluindo o último capítulo "Competência comunicativa e Comunicação Interpessoal".
o prof

Frequencia

sabem de alguma informaçao acerca dos conteúdos da frequencia? sai o 3º capítulo que, falando disso, não está a disposiçao no site do professor. acho que este ainda nao teve tempo de o traduzir, mas mesmo assim sairá?se souberem da alguma coisa avisem por aqui ou mandem e-mail. para quem nao sabe: filipa_gloria@hotmail.com

filipa gloria

Pensamento

No outro dia deparei-me com um e-mail que me deixou a pensar: «fácil é demonstrar raiva e impaciencia quando algo te deixa irritado. difícil é expressar o teu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende. e é assim que perdemos pessoas especiais».
porque será tao dificil demonstrarmos que gostamos de alguém quendo, pelo contrário, demonstrarmos que nao gostamos é banal? sentirmo-nos frágeis por isso é esquisito.
para além disso, a frase final de ameaça: «é assim que perdemos pessoas especiais», também tem muito que se lhe diga.... perdemos uma pessoas porque nao dizemos o quanto gostamos dela? realmente precisarmos de ouvir, once in a while, que alguém está connosco e podemos ocntar com ela é um facto de notável necessidade constante....

Filipa Glória

sexta-feira, janeiro 14, 2005

A qui di "D" reito!

Acho que somos um grupo; mas não somos uma colmeia. Se tens pedra na meia procure o melhor meio... Que já a quem está a ficar cheio. Concordo que nem tudo esteja bem.... Atribui culpa a quem a tem; - acredito que há quem vive à quem... Por isso não aceito levar por ninguém. Sempre detestei «Jornais de Parede», porque eles não têm rosto mas uso-o com todo gosto porque só dele é digno um «Cabecilha de rede»! Fui criado e bem criado mas não perco por ser malcriado. Sempre mantive tolerante mas não aceito tratamento ignorante. «Dá a Deus o que é de Deus e dá a César o que é de César» pois a quem não está disposto a todo esse azar... Tudo tem margem, tudo tem limite e espero que isto não seja um dinamite. Deixa de ser «Sábio sem tese» e seja um convivente que preze... Deixa o aparente complexo frustrado e seja um residente cotado. Bezta-B

terça-feira, janeiro 11, 2005

"Naked"

Para avaliarmos, mais uma vez, a importância do contexto nas danças da vida.
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Tanscrevo parte, para os mais comodistas:
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"Por outro lado, Rivette pôs Emanuelle Béart nua durante minutos sem fim em La Belle Noiseuse. E conseguiu esse prodígio de nos fazer quase esquecer (quase) o lado sexual dessa actriz. Ao fim de vinte minutos, vira mera nudez de modelo (o seu papel no filme). Ou nudez de consultório médico. Um dado de facto, como estar vestido." by Pedro Mexia
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S. Susana

quinta-feira, janeiro 06, 2005

mais uma pérola

Uma posta mituslógica fez-me lembrar deste pequeno excerto do romance A morte de um apicutor do romancista sueco Lars Gustafsson (Ed. ASA, Trad. Ana Diniz, p. 55, 56) e agora desejar partilhá-lo convosco:

"Não sei porquê, seria talvez uma ansiedade minha, mas aquilo que me interessava era a sedução.
A palavra é um pouco solene, eu sei... mas o que estava em causa era justamente a sedução.
Eu queria demonstrar que era real. E isso só se pode demonstrar de uma maneira: exercendo um efeito sobre outra pessoa.
Quanto mais forte é esse efeito, mas sentimos a nossa realidade demonstrada.
Eu tinha uma necessidade extraordinária de ser visto, naquele tempo. Se conseguimos seduzir alguém, então também conseguimos ser vistos".

Não há dúvida que o homem sabia da poda...
o prof

terça-feira, janeiro 04, 2005

Blá, blá, blá...

Um bom ano para todos!
Que a finalidade justifique a fraca prestação provocada pela pouca imaginação momentânea.

Manias

Tenho a estranha [?] mania de julgar os outros pelas suas acções.
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S. Susana

Bom Ano

Bom ano para todos os confrades do communicare!!!

J.Mendonça

sexta-feira, dezembro 31, 2004

Ano Novo

o prof deseja aos seus alunos e aos leitores deste blog um feliz Ano Novo.
o prof

terça-feira, dezembro 28, 2004

Exprimir o Inexprimível

Partilho com Huxley a opinião de que a música é uma das mais sublimes formas de expressão. E não esqueçamos que o silêncio é parte integrante da música, ao contrário daquilo que eventualmente poderíamos inferir da citação do novelista britânico. De facto, quando Huxley diz "after silence, [...] is music", parece separar os dois conceitos. Como é óbvio, entendêmo-lo plenamente e compreendemos o que quer dizer com a sua citação. Ainda assim, convém estarmos bem cientes que o silêncio é talvez o elemento integrante da música mais difícil de gerir. Porém, quando bem trabalhado em conjugação com o som, pode dar azo a algumas das mais belas manifestações artísticas e exprimir então o inexprimível.
"O silêncio é muito importante na música."
"Por vezes, num filme, a música é alma."
Zbigniew Preisner - compositor polaco
in VIII Encontros de Cinema - A banda dos sons;
sessão intitulada "Nostalgia, Lirismo e Silêncio"
J.Mendonça

segunda-feira, dezembro 27, 2004

Modelos

Tendo em conta as diversas formas de se apresentar o modelo "perfeito" da comunicação e das consequentes negações dos mesmo, sugiro, do fundo da minha incongroência de estudante universitária, que, a partir deste preciso momentos, todos os intelectuais e pensadores da comunicação passem a representar o modelo da comunicação através de um simples círculo. A forma perfeita. O símbolo da inclusão, da totalidade, do sol e da lua e, portanto, da luz e da iluminação. Da clareza. aquela que se pretende em todos os processos comunicativos.
S. Susana

sexta-feira, dezembro 24, 2004

e agora qualquer coisa de diferente... política

Não resisiti a compartilhar esta que um amigo me enviou por e-mail.

Plano para salvar Portugal da crise

Passo 1: Trocamos a Madeira pela Galiza - mas têm que levar o Alberto João.
Passo 2: Os galegos são boa onda, não dão chatices e ainda ficamos com o dinheiro gerado pela Zara (é só a 3ª maior empresa de vestuário). A indústria têxtil portuguesa é revitalizada. A Espanha fica encurralada pelos Bascos e pelo Alberto João.
Passo 3: Desesperados, os espanhóis tentam devolver a Madeira (e Alberto João). A malta não aceita.
Passo 4: Oferecem também o Pais Basco. A malta mantém-se firme e não aceita.
Passo 5: A Catalunha aproveita a confusão para pedir a independência. Cada vez mais desesperados os espanhóis oferecem-nos a Madeira, o Pais Basco e a Catalunha. A contrapartida é termos de ficar com o Alberto João e os Etarras. A malta arma-se em difícil mas aceita.
Passo 6: Dá-se a independência ao País Basco, a contrapartida é eles ficarem com o Alberto João. A malta da Eta pensa que pode bem com ele e aceita sem hesitar. Sem o Alberto João a Madeira torna-se um paraíso. A Catalunha não causa problemas (no fundo, no fundo, são mansos).
Passo 7: Afinal a Eta não aguenta com o Alberto João, que entretanto assume o poder. O País Basco pede para se tornar território português. A malta aceita (apesar de estar lá o Alberto João).
Passo 8: No País Basco não há Carnaval. O Alberto João emigra para o Brasil...
Passo 9: O Governo brasileiro pede para voltar a ser território português. A malta aceita e manda o Alberto João para a Madeira.
Passo 10: Com os jogadores brasileiros, Portugal torna-se campeão do mundo de futebol! Alberto João, enlouquecido pelos festejos do Carnaval no Brasil, não aguenta a emoção...
E todos vivemos felizes para sempre!

o prof

quarta-feira, dezembro 22, 2004

silêncio e música

"After silence, that which comes nearest
to expressing the inexpressible is music."
Aldous Huxley (1894-1963); English critic & novelist.
o prof

segunda-feira, dezembro 20, 2004

Um Santo Natal


Para dar cor e alegria ao blog; para desejar um Natal cheio de coisinhas boas; para espalhar esta vaga de positivismo que vai cá dentro do meu peito, deixo-vos esta foto. Que fraternidade, tolerância, amor e paz sejam palavras de ordem a partir deste Natal e para todo o vosso sempre!
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Um Santo Natal para todos!
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S. Susana
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foto by Susana Paixão, 2004

consejos II

Moneda que está en la mano
quizá se deba guardar:
la monedita del alma
se pierde si no se da.
-- Antonio Machado (1875-1939)
o prof

sexta-feira, dezembro 17, 2004

Revelação de Identidade

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Pois bem, mais vale tarde do que nunca. Aqui está a KitKat a esclarecer a dúvida pertinente: serei ela ou ele? Assim, a KitKat é a Inês Vargas... Até que não era muito dificil.
Agradeço a posta do prof sobre o meu belo pensamento (hehehe) e mais: agradeço os comments do prof no meu Tempestiva. São sempre criticas, que sendo positivas ou não, me elogiam so pelo facto de estarem la.

quinta-feira, dezembro 16, 2004

dúvida metódica

A comunicação é arte? A arte é comunicação?
o prof

Sugestão para um Natal diferente...

> prolongável, claro está, para o resto do ano...
Este ano não se fiquem só pelos desejos de Boas Festas, não se limitem às palavras. Procurem ser humanamente mais expressivos e, se não souberem como, leiam neste blog o poema da ***kitkat***.
J.Mendonça

terça-feira, dezembro 14, 2004

mais boas

Boas para o(a) T&M, para o resto do pessoal, para os leitores, para os escritores... enfim, para quem as quiser.
o prof

Boas

E agora... postas à parte, queria desejar a todos um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo!
Já que é Natal, gostava de fazer um apelo: ok, já todos nós sabemos que o ser humano não vive sem comunicar mas nem tudo serve para comunicar! Por isso, gostava que todos nós deixássemos as mequinhices e intrigas à parte e falássemos sobre o que realmente é importante! A vida é tão curta, para quê nos chatearmos com coisas, por vezes, tão insignificantes.

Ass: T&M

segunda-feira, dezembro 13, 2004

Pastilha Digestiva

indicações: contra a indigestão causada por postas de cherne (ou pela falta delas).

Caros confrades de blog, escrevo-vos preocupado com o vosso bem estar estomatológico. Parece que uma pouca quantidade de postas foi suficiente para causar uma indigestão a todos aqueles que simultaneamente as servem e ingerem. E são esses os únicos atingidos - reparem que aqueles que nunca provaram o nosso cherne não apresentam os mesmos sinais de indisposição, talvez porque nunca tenham sequer sentido o mais leve aroma do cherne aqui servido. E entre os indispostos parece haver diferentes ordens de razões explicativas do mal-estar. O responsável de cozinha da nossa confraria queixa-se sobretudo da pouca quantidade de postas servidas e alguns confrades revelam o seu descontentamento face a hipotéticas razões motivadoras da escrita neste blog. Eu, confrade entre confrades, confesso que pouco tenho contribuído (quantitativamente) para o nosso cardápio. De facto, se me alimentasse apenas a partir do único prato de cherne que servi, já estaria com graves problemas de sub-nutrição. Mas com o tempo reduzido de que disponho tenho tentado degustar os pratos servidos. É-me difícil fazer um acompanhamento diário; impossível mesmo é escrever diariamente para o blog, dadas as ocupações que tomam parte do meu tempo para além das estritamente académicas - e só no âmbito das actividades académicas os meus caros confrades hão-de concordar que é difícil fazer a conjugação e repartição do nosso tempo por todas e cada uma das disciplinas frequentadas, ainda mais no caso de quem reparte a sua atenção por duas vertentes do quarto ano do curso. Seja como for, quando decido postar procuro fazê-lo com propriedade e timing correctos. Assim, meus caros, a mensagem que quero veicular é a de entendimento. Sugiro ao responsável de cozinha e a todos os confrades que se empenhem no sentido de suscitar interesse em todos os possíveis intervenientes que ainda não tenham condimentado com os seus ingredientes a variedade de pratos de que já dispomos. Sugiro que cada nova posta seja escrita com o sentido de revelação sugerido por DG, pois só se conseguirá a autenticidade de sabor que julgo que todos pretendemos. Sugiro também que o número de postas confeccionadas e servidas aumente, sob pena de ninguém se interessar pela nossa confraria (não queremos que ela caia no esquecimento, não é? sobretudo por parte daqueles que dela não se deveriam esquecer - os alunos envolvidos na displina de Comunicação Interpessoal). Por isso comprometo-me desde já a contribuir mais frequentemente para este blog, esperando que a minha acção inspire todos os restantes confrades. Para terminar, sugiro que as futuras postas a confeccionar atentem mais sobre os ingredientes não indigestos das outras postas para que o nosso blog não se transforme numa guerrilha de dissabores. Isto porque, mesmo aqueles que reconhecem alguma beleza no desentendimento, não devem deixar de considerar que o c(h)erne da comunicação poderá estar na nossa capacidade de entendimento para fazer avançar projectos.
J. Mendonça